Relatório pré-mercado | exclusividade corptrader

Mercados abrem com liquidez reduzida em dia de “Quarta-feira extrema”, com decisões de bancos centrais, véspera de PAYROLL e dados do PIB. Aqui no Brasil, outro evento entra na simetria de risco político após o Jornal Nacional citar o nome do presidente Jair Bolsonaro na evolução das investigações sobre a morte de Marielle Franco.

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Na Asia, bolsas fecharam majoritariamente em baixa, na expectativa do FOMC, que será divulgado hoje pela tarde nos Estados Unidos. O principal evento, no entanto, foi a possibilidade de não haver assinaturas do acordo comercial entre Estados Unidos e China previstos para acontecer em Santiago. Embora estejam evoluindo, o acordo “não está pronto”, nas palavras de um funcionário da Casa Branca. Lembramos que Santiago passa por turbulências fortíssimas e não seria um bom cenário para a assinatura do acordo. A China cai 0,5%, com o Yuan se valorizando para 7,05 por Dólar. O Japão perde 0,57% e Hong Kong se desvaloriza 0,44%. Na Austrália, após 2 dias de estabilidade, a bolsa cai 0,83% com mineradoras no vermelho. O minério de ferro fecha praticamente estável com leve alta de 0,21% em Dalian.

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Na Europa, as bolsas abrem em sinais mistos a poucos minutos do ADP norte americano, sinalizador de desemprego que precede o PAYROLL, e o PIB anualizado. Indicadores que serão fundamentais para a tomada de decisão do FED, que será anunciada as 15h. No Radar, Boris Johnson consegue antecipar eleições parlamentares para 12 de Dezembro e reduz boa parte das incertezas sobre a ilha britânica.

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Nos Estados Unidos, dia de fortes expectativas, com o ADP às 09:15h dando o tom do mercado de trabalho (previsão de 110 mil novos postos) e PIB às 09:30h dando o tom da atividade econômica (previsão de 2% no trimestre e 1,6% anualizada). Ambos serão considerados pelo FED e o anúncio será feito às 15h, seguido por um discurso do Jerome Powell. Petroleo abre o dia alternando entre o positivo e o negativo antes da divulgação dos estoques, previstos para as 11:30h.

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No Brasil, o ruído maior volta a ser o político. Na véspera, o Jornal Nacional divulgou reportagem envolvendo o nome do presidente Jair Bolsonaro nas investigações sobre a morte de Marielle Franco. O presidente, no oriente médio, responde em uma live, atacando a emissora, que faz tréplica agora pela manhã. O mercado sofre o risco de estresse por conta do episódio, e já está em movimento de correção. No entanto, os dados da agenda macro seguem positivos, com Lucro surpreendente da Magazine Luiza e do Banco Santander. O dia será de volatilidade por conta da agenda cheia.

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Ótimos negócios!

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