Relatório pré-mercado | exclusividade corptrader

Mercados acenam para um dia de realização de lucros e aumento leve da cautela após decisão monetária nos Estados Unidos e no Brasil, com ambos os bancos centrais sinalizando um horizonte mais limitado no ciclo de cortes. Na China, o PMI industrial se contrai pelo sexto mês consecutivo.

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As bolsas asiáticas fecharam em sinais mistos, com destaque para os dados da macro economia chinesa, que reportaram um PMI industrial de 49,3 (vs estimativa de 49,9) e um PMI não manufatura de 52,8 (estimativa de 53,7). Lembrando que um índice PMI abaixo de 50 implica contração da atividade, enquanto que acima de 50, significa expansão. O Yuan se valoriza novamente, agora cotado a 7,04 por Dólar e a bolsa chinesa cai 0,35%. No início da manhã, autoridades chinesas impuseram certas dificuldades à confecção de um acordo comercial e longo prazo com os Estados Unidos, e os mercados se estressaram. Japão sobe 0,37%, Hong Kong sobe 0,9% e Austrália cai 0,39%, com sinais mistos das suas mineradoras. O minério de ferro se valoriza levemente em Dalian, com alta de 0,65%, cotado agora a US$ 88,23 por tonelada. Ressaltamos que a variação do preço em Dólar, apesar das leves altas nominais, se manter estável, se dá porque essas altas são compensadas com a valorização cambial que vem acontecendo na China.

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Já na Europa, apesar dos sinais mistos, há uma tendência para queda das principais bolsas, após divulgações de dados da macro economia na Zona do Euro, com destaque para o PIB trimestral que, apesar de fraco, chegou acima do consenso. O número reportado foi 0,2% enquanto o mercado esperava 0,1%. A taxa de desemprego fica levemente acima do consenso, em 7,5% (estimado era 7,4%) e o Índice de preços anualizado fica em 1,1%, mostrando uma inflação que, timidamente, se esforça para aparecer. Na Itália, que sofre instabilidade política e a economia também dá sinais de vulnerabilidade, a taxa de desemprego segue alta em 9,9%.

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Os Estados Unidos indicam uma abertura em baixa, com forte queda do Dólar no cenário internacional, e que pode reverberar aqui no nosso ambiente doméstico, mesmo que seja limitando a alta. Na véspera, Jerome Powell anunciou o corte de 0,25% na taxa de juros, levando-a, agora, para o intervalo entre 1,5% e 1,75%. A decisão foi amparada por uma maioria significativa de diretores do FED, com 8 deles votando pelo corte e 2 sendo contrários, contudo, a declaração de que a continuidade da política monetária se alinhará com a inflação e atividade econômica, dá a entender que no próximo FOMC, em Dezembro, haverá um comportamento mais conservador. O Petróleo WTI cai 1,36%.

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Aqui no Brasil, temos um dia de reacomodação das expectativas. A SELIC sofreu corte de 0,5% conforte esperado, e, conforme esperado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, anunciou um novo corte de igual teor para o COPOM de Dezembro, mas deixou a mensagem de que este seria o último, quando os juros futuros já precificavam uma SELIC a 4%. Ontem também tivemos uma previsível reviravolta, inclusive como comentamos em PODCAST da véspera, da matéria jornalística da rede Globo. Agora pela manhã o banco Bradesco reporta um lucro líquido de R$6,54 bilhões, dentro do estimado pelos analistas e a Magazine Luiza aproveita o bom balanço trimestral para anunciar uma oferta primária e secundária de ações. A bolsa brasileira segue procurando justificativas para uma eventual realização, dentro da tendência de alta, e está em um cenário de cautela hoje, podendo ceder e fechar o dia no negativo.

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Ótimos negócios!

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