Relatório pós-mercado | exclusividade corptrader

Mais um dia de topo histórico, mais um dia de consolidação. Dizíamos pela manhã que a bolsa iria subir, e subiu. Dizíamos que a bolsa está, apesar das altas, numa óptica macro, em uma região consolidada, pois aguarda um driver para conduzí-la. O candle de hoje realça nossa perspectiva. A Bovespa até tentou se aventurar nos 109 mil pontos, mas lembrou que foi sozinha, sem impulsão, e voltou para a região consolidada, mas seguiu renovando as máximas, de grão em grão. Assim vai indo, mas essa semana é promissora. Tão promissora que os balanços tem nos sugado o tempo, e tirando a oportunidade de dissertarmos mais relatórios, por hora. Agora, mesmo, aguardamos Itau. O Brasil aguarda a cessão onerosa. Vai ser na Quarta-feira, e vai ser uma festa. Os investidores aguardam Paulo Guedes. Já deveria ter anunciado hoje o pacote completo, mas o atraso sugere algum lobby nos bastidores, justo do homem que quer livrar a agenda institucional do lobby corporativo. Dizíamos que era alta, pero no mucho. Atenção às regiões de resistência. Vamos decolar, mas não vamos queimar a largada. A bolsa fecha em valorização de 0,43%, aos 108660 pontos.

Bovespa – Diário

O volume foi mais fraco, mas ainda está ascendente. O candle deixado hoje nos dá a impressão que descrevemos acima: a bolsa subiu, se viu cara, e desceu. Mas a bolsa não está cara, e não está lidando com uma região de resistência. Ela só não quer subir sozinha. Precisa, antes,se sustentar. Por isso é importante termos clareza na continuidade da agenda reformista. O driver é, dorsalmente, político. Vejamos o gráfico semanal

Bovespa – Semanal

A tendência de alta segue irretocável, mas os últimos candles têm perdido expressão, chamando para uma eventual correção. Não seria nada estranho. Já entramos na quinta semana consecutiva de alta, uma hora uma correção vem. Não que virá nesta, mas uma hora virá.

E como falamos que a temporada de balanços tem nos sugado, veja esse gráfico:

Ele representa o quanto os balanços das companhias têm superado as estimativas e surpreendido. Veja que está nas máximas históricas. Mas esse gráfico não é nosso, é dos Estados Unidos. Os yankees seguem consumindo bem, e se estão assim, no principal motor da economia global, significa uma sobrevida para os que temem a recessão. É bom para o mundo e melhor ainda para o Brasil.

Muitos analistas têm optado por empresas que trabalham essencialmente em ambiente doméstico, uma vez que o Brasil está na inflexão da curva de crescimento, e o mundo retroage. No entanto, parece que, no fundo, podemos encontrar uma convergência, que é saudável para a alavancagem operacional dos nossos negócios. Muitos temiam a recessão norte americana, que mostra que não está nada perto. Dizíamos por aqui, inclusive, a nossa visão: há sinais díspares na economia deles, mas não significa muita coisa, e que não vemos nisso numa eventual recessão. No máximo, uma desaceleração. O Payroll mostrou uma economia dinâmica. A temporada de balanços vem mostrando fortes lucros e o S&P500, que está nas máximas históricas, vai perdendo o medo de seguir subindo.

S&P500 futuros – Diário

Era natural o medo na região de topo. Já dizíamos aqui outras vezes, lá eles formam topo enquanto estão na fase de maturação da economia, e acenando para uma desaceleração. É mais difícil precisar a continuidade do crescimento. No Brasil, batemos topo atrás de topo quando a economia está no início da recuperação. Inspira mais confiança. E a confiança tem chegado.

CDS Brazil 5 Years

Nosso CDS já está nas mínimas, e está configurando uma oportunidade ótima de simetria entre risco e retorno. A questão é exatamente a transição. O Brasil pagava juros altos porque não tinha crescimento. Agora não paga mais juros e promete crescimento. Os juros estão em 5% e o crescimento está em 1%. Precisamos, então, é convencer que o crescimento vem. Por isso, a bolsa esperava as reformas.

Brasil melhorando, mundo com mais apetite, Estados Unidos com mais confiança. Só precisava melhorar as commodities agora para alavancar ainda mais as potencialidades.

E olha quem tá prometendo:

Indice Commodities Thomson Reuters

Há uma convergência interessante se formando, e o melhor é que o Brasil está se esforçando para não desperdiçar. Diferente de outros tempos, em que se esforçava para não fazer nada.

É isso. Até amanhã!

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