Relatório pré-mercado | exclusividade corptrader

Mercados abrem mais receosos com a China voltando a fazer exigências para assinar o acordo com os Estados Unidos. Encomendas à indústria surpreendem na Alemanha e o Brasil vive a expectativa do leilão da cessão onerosa, prevista para as 10h da manhã.

*

Na Asia, as bolsas fecharam em sinais mistos mas sinalizaram uma certa cautela, após o presidente Xi voltar a fazer investidas contra a Casa Branca e exigir que o governo Trump revogue tarifas sobre produtos chineses antes das assinaturas da primeira fase do acordo. A bolsa chinesa fechou em queda de 0,43% e o Yuan encerrou o pregão precisamente no câmbio de 7 para 1 Dólar. O Japão subiu 0,22% e Hong Kong teve dia estável com alta de 0,02%, após a forte alta da véspera. A Austrália caiu 0,55% apesar da continuidade das altas das mineradoras, com o minério de ferro subindo nominalmente em Dalian, em valorização de 0,73%, apesar de a apreciação cambial tê-lo deixado mais barato em Dólares.

*

Na Europa, as bolsas abrem estáveis e com sinais mistos. Há, de um lado, a cautela com as investidas chinesas, e de outro lado, a surpreendente alta das encomendas à indústria alemã, que vive em iminente recessão, mas subiu 1,3%, quando o consenso estimava alta de 0,1%. Na outra mão, as vendas no varejo subiram menos que o previsto, reportando alta de 0,1% quando esperavam 0,3%. Ao todo, o PMI composto da zona do Euro ficou em 50,6.

*

Os Estados Unidos apontam para abertura estável e cautelar. Os investidores aguardam uma eventual resposta da Casa Branca para entenderem se o governo irá ceder, como em outras vezes, ou fará contra-investida. No radar estão sendo monitorados discursos de diretores regionais do FED, previstos para hoje. A temporada de balanços segue reportando lucros e surpreendendo positivamente. O índice S&P500 segue tímido em sua fase de crescimento pós topo histórico. O Petróleo opera estável, mas a Arábia Saudita segue pressionando a OPEP para cortar a produção e apreciar o valor do Barril, na esteira do IPO da Aramco.

*

Aqui no Brasil, o ministro Paulo Guedes entregou, na véspera, um pacote de mudanças estruturais de Estado e orçamento, propondo desindexações e desvinculações, em tom amistoso com o congresso, diferente do início do processo da reforma da previdência. Os mercados agora ponderam sobre os trâmites na câmara e senado. Hoje teremos o leilão da cessão onerosa, com perspectivas otimistas de arrecadação e de câmbio, uma vez que as empresas listadas vencedoras farão pagamentos em Dólares ao governo brasileiro, que usará os recursos para mitigar a dívida pública e desafogar estados e municípios. Na véspera, foi lido o relatório técnico sobre Brumadinho, reportando negligência dos diretores da VALE nas vésperas do rompimento da barragem. A bolsa sugere um movimento de cautela na aberta, como seguiu se comportando ontem, mas com potencial de crescimento durante o dia, a medida que o leilão ganha corpo e conquista a confiança dos investidores, que seguem cautelosos por conta das declarações agressivas da Petrobrás, que têm o potencial de afastar possíveis interessados.

*

Por conta da temporada de balanços, as recomendaçoes estão temporariamente suspensas, mas ressaltamos o momento positivo do mercado brasileiro.

Ótimos negócios!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *