Relatório pré-mercado | exclusividade corptrader

Mercados acordam com maior apetite ao risco por conta do compromisso entre China e Estados Unidos para a redução de tarifas. O aumento do fluxo estrangeiro serve de torque para um alinhamento de tendência aqui no Brasil após dia de alta volatilidade.

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Na Asia, os mercados operaram em alta, apesar da estabilidade na China, em dia de volatilidade dos ativos. A bolsa chinesa fechou em alta de 0,02% ao passo que o Yuan se consolida abaixo da fronteira psicológica de 7 por Dólar, cotado agora a 6,97/US$. No radar está a evolução do acordo para suspensão gradual de tarifas entre China e Estados Unidos, que deixa os produtos mais baratos no mercado internacional e dispensa a necessidade de recorrer ao câmbio para ajuste de preço. O Japão fechou em alta de 0,11% e Hong Kong se valoriza 0,57%. A Austrália sobe 1% em dia de sinais mistos nas mineradoras, com o minério de ferro realizando parte dos ganhos dos últimos dias, e caindo 2,44%, cotado agora a US$88,84 por tonelada.

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Na Europa as bolsas abrem otimistas com o acordo da redução de tarifas e trabalham majoritariamente no positivo. Agora às 9h, o Banco central do Reino Unido manteve seus juros em 0,75%, dentro da estimativa e reduzindo o temor de incertezas sobre o BREXIT. As projeções para o crescimento da economia na Zona do Euro este ano e em 2020 mostram sensibilidade, com perspectivas de alta de 0,4% para 2019 e de 1% par o próximo ano.

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Nos Estados Unidos, o mercado também abre com maior apetite ao risco e Wall Street tem uma alta significativa para o horário nos mercados futuros, apesar de sinalizar uma pequena correção. O Dólar aponta para baixo no cenário internacional e o Petróleo sinaliza um dia de alta, subindo mais de 1%, com os esforços da Arábia Saudita para reduzir a produção. Na véspera, os estoques norte americanos reportaram volumes elevados de ociosidade. Ontem também tivemos eleições regionais nos Estados Unidos, com derrota do partido Republicano.

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Aqui no Brasil, o governo se desdobra para captar recursos após a frustração com o leilão da cessão onerosa. Paulo Guedes negocia celeridade da agenda de reformas com Alcolumbre, que fala em dificuldades sobre privatização da Eletrobrás. Para hoje, há mais um leilão, de escala menor, com projeção de captação de R$7,00 Bilhões. Pela manhã foi reportado o IPCA de Outubro com alta de 0,1%, a menor variação para o mês desde 1998. O IPCA anualizado fica em 2,54%. A bolsa tem perspectivas de alta com os esforços institucionais e com o fluxo positivo no mercado externo. Banco do Brasil divulga lucro 34% e contribui para o ambiente de apetite ao risco, corrigindo a tendência de alta e devolvendo a volatilidade da véspera.

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Devido à temporada de balanços, as recomendações estão temporariamente suspensas, mas realçamos o movimento positivo para a bolsa.

Ótimos negócios!

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