Relatório pré-mercado | exclusiviade corptrader

Dia de estresse e baixo volume nos mercados internacionais, em que os agentes aproveitam para realização. Agenda fraca no Brasil e efeito Lula contribui para a reprodução do pessimismo pontual por aqui.

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Na Asia os mercados fecharam em forte queda, com a China tendo a maior desvalorização diária em 3 meses, após o Trump quebrar o silêncio e impor dificuldades à primeira fase do acordo. Contribui para o pessimismo o índice de preços ao produtor chinês, que veio em deflação de -1,6% (consenso estimava -1,5%), denotando uma economia em forte desaceleração. Os preços ao consumidor subiram 3,8% (consenso estimava alta de 3,3%) por conta dos efeitos da escassez de alimentos protéicos por conta da gripe suína africana. O A bolsa chinesa fechou em queda de 1,83% e o Yuan voltou a ser negociado acima de 7 por Dólar. O Japão teve baixa de 0,26% e Hong Kong teve forte queda de 2,62% com a volta da instabilidade social na província. A Austrália foi na direção oposta e subiu 0,72%, mas com forte queda nas mineradoras. Destaque para a Fortescue que caiu quase 5%. O minério de ferro cai 2,39% em Dalian, cotado agora a US$84,44 por tonelada.

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A repercussão das declarações de Trump afetam as bolsas europeias, que também abrem a semana em realização nos principais mercados. Contribui para o pessimismo os dados da economia britânica que, apesar de ter evitado a recessão, reportou um PIB trimestral de 0,3% quando era esperado uma alta de 0,4%. A produção industrial configura queda também além do consenso.

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Nos Estados Unidos temos dia de feriado, que interrompe a atividade nos mercados de títulos da dívida, muito embora Wall Street funcione normalmente, mas com liquidez reduzida. Assim como o Brasil, o mercado norte americano entra na sua última semana da temporada de balanços e Wall Street aponta para uma abertura negativa, sem força para reverter a tendência. O Petróleo WTI cai mais de 1%. No fim de semana o Irã anunciou a descoberta de novos campos de petróleo.

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Aqui no Brasil, o cenário doméstico não tem fundamentos pontuais para contrariar o fluxo, em dia de baixa liquidez, e acena para um dia de queda, embora limitada. Para a semana está prevista a promulgação da reforma da previdência e a entrega da reforma administrativa ao congresso. O efeito Lula faz preço por conta do discurso do Sábado mirando as próximas eleições, o que contribui para a polarização mas tem efeito nulo na conjuntura. Boletim FOCUS eleva levemente a estimativa de inflação para 2019.

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As recomendações seguem suspensas por conta da temporada de balanços. Ressaltamos o cenário positivo para a bolsa brasileira, embora esteja em dia de realização de parte da alta.

Ótimos negócios!

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