Relatório pós-mercado | exclusividade corptrader

Temporada de balanços, temporada de mudanças. Vamos ficando com o tempo (ainda mais) escasso. E os balanços vem vindo muito bem, obrigado. Fundamentalmente, o Brasil caminha para a sustentabilidade do crédito privado e da economia dinâmica. Hoje, a bolsa aproveitou para realizar lucros. Dizíamos pela manhã em PODCAST, a tendência é de alta, mas o dia é de correção. Seguimos subindo, mas gradualmente, corrigindo a euforia, com seletividade nos papéis, e fazendo lucro, rebalanceando a carteira. No curto prazo, a bolsa tem até espaço para descer um pouco mais. E seria bom que o fizesse. Animaria os compradores. A bolsa já estava barata, com os lucros reportados, fica ainda mais, e quanto mais desce, melhor o desconto. Trump voltou ao protagonismo da configuração geopolítica. Atacou a China e assoprou. Mercados ficaram sem entender nada e subiram. Depois, por continuarem sem entender nada, caíram. A Bovespa fechou em queda de 1,41%, aos 106751 pontos.

Bovespa – Diário

Como dito acima, há espaço para cair ainda mais, muito embora a sombra inferior dê a percepção de exaustão, e se dá exatamente pelo que falamos: A bolsa já começa a convencer de que está barata. Isso não significa que a força vendedora vai ser convencida. Pelo menos não agora. Mais abaixo, chegamos na região de 105 mil pontos, forte resistência no passado e forte suporte hoje. O volume segue aumentando.

Por esses dias, criamos uma configuração de fluxo que deixa o capital externo vulnerável. Ele está tendo trabalho para convencer de que a economia norte americana vai bem. S&P segue hesitando na região de máxima histórica, enquanto monitora a evolução do acordo de primeira fase entre Estados Unidos e China. Hoje, abriu estável, subiu pela manhã, ficou volátil durante o discurso do Trump e cedeu com os ataques orientados ao FED. Nada de novo, mas índice em máximas históricas com a economia que não é unanimidade, qualquer hesitação é justificativa para queda. Como aqui.

S&P500 – Diário

A boa notícia é que as commodities anunciam um 2020 promissor, e isso é fluxo para o Brasil. Quando commodities sobem, o ciclo de valorização das empresas do setor antecipam o movimento, então está na hora de acontecer. E está acontecendo. Veja o CRB Commodities Thomson Reuters, um índice francês que se correlaciona bem com nosso mercado

CRB Commodities – Semanal

Já está formando candles acima da linha de tendência de baixa. E se o mercado responde antes, é de se esperar que vejamos isso precificado. E está. O índice de Materiais Básicos, setor mais atrasado da Bovespa, finalmente resolveu andar.

IMAT – Diário

é o famoso “agora vai”.

E o MSCI emergente segue o mesmo padrão. Todos abandonado o canal de alta

MSCI emergente – Semanal

É certo que o último candle do MSCI é negativo, e é aí que está a configuração de risco atual. O Brasil segue se destacando dos emergentes por WO. Isso é bom porque somos a única opção, mas para isso, o fluxo precisa melhorar. É ruim porque quem olha para o mundo emergente agora, vê economias promissoras e sociedades em ebulição. A Bolívia estava crescendo sustentavelmente até implodir e resultar na renúncia de Evo Morales. O Chile tinha a renda per capita que mais crescia até Santiago pegar fogo e pressionar Piñera a chamar uma nova constituição. Hong Kong fazia inveja aos asiáticos antes das ruas serem tomadas. A instabilidade está longe de afetar o Brasil, ainda. Mas o Big Money é cauteloso, e prefere não apostar todas as fichas nisso.

Amanhã falaremos sobre o Dólar no cenário internacional, contra os emergentes e o câmbio no Brasil.

Ótima noite!

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